quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

X JORNADAS DE ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA

A pedido da organização das X Jornadas da ACP vimos por este meio divulgar este evento:
As X Jornadas de Abordagem Centrada na Pessoa, organizadas pela Universidade Autónoma de Lisboa em colaboração com a Associação Portuguesa de Psicoterapia Centrada na Pessoa e de Counselling, decorrerão nos dias 26 e 27 de Fevereiro de 2010, nas instalações da Universidade, sitas na Rua de Santa Marta, em Lisboa. Em Dezembro de 2010 cumprem-se 70 anos sobre a data geralmente considerada em todo o mundo como sendo a do início da Terapia Centrada no Cliente. A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), que começou por ser inicialmente utilizada do ponto de vista psicoterapêutico, tendo depois evoluído para outro tipo de aplicações, bastante diversas, ocupa hoje outros campos tais como organizações, escola e família, grupos e resolução de conflitos, entre outros. As X Jornadas de Abordagem Centrada na Pessoa, promovidas pela nossa Associação, destinam-se a reflectir sobre o estado da arte em Portugal, e sobre a aplicação da ACP nos mais diversos domínios de actividade, à partilha de experiências e ao enriquecimento geral e mútuo, tanto do ponto de vista profissional como académico. Procurar-se-á dar ênfase, muito em especial, à Psicoterapia, ao Counselling, nos seus diversos domínios, e à Pedagogia, enquanto actividades fortemente inspiradas pela Abordagem Centrada na Pessoa, ou rogeriana.As próximas Jornadas terão o tema Família, Parentalidade e Responsabilidades Sociais.
As normas sobre a apresentação de comunicações e inscrições estão disponíveis no site da APPCPC em
http://www.appcpc.com/noticia1.htm

A Ficha de Inscrição online, está disponível em http://www.appcpc.com/jornad02.htm

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ÚLCERA DE PRESSÃO: FACTORES DE RISCO E PREVENÇÃO

Pode definir-se úlcera de pressão como uma lesão, localizada na pele, provocada por uma diminuição da quantidade de sangue, resultante da pressão e/ou fricção. Define-se também, como uma área localizada, onde ocorre a morte das células, devido à compressão do tecido entre uma proeminência óssea e uma superfície dura. São exemplos de superfícies duras as camas, as cadeiras de rodas, as talas, entre outros objectos rígidos.
As úlceras de pressão podem desenvolver-se estando a pessoa de pé, sentada ou deitada. Todas as zonas do nosso corpo (cabeça, orelhas, braços, pernas, etc.) são passíveis do desenvolvimento de úlceras de pressão, desde que estejam sujeitas a uma pressão não aliviada. No entanto, existem alguns locais onde a sua frequência é maior, tais como: a região sagrada, os trocânteres e os calcanhares.

São vários os factores que modificam a resistência da pele e que contribuem para o desenvolvimento das úlceras de pressão. Torna-se fundamental conhecer quais para podermos actuar. A idade, o peso corporal, as doenças associadas, o estado nutricional, a desidratação, a limitação da mobilidade, os défices sensoriais e a humidade são alguns dos factores que contribuem para o seu desenvolvimento. À medida que a idade avança a pele fica cada vez menos firme e elástica diminuindo, dessa forma, a sua resistência às forças de pressão e/ou fricção.
Constata-se também que os doentes emagrecidos, por estarem desprovidos de gordura nas proeminências ósseas, têm menor protecção. Por outro lado, os doentes obesos desenvolvem mais úlceras de pressão visto que, são muitas vezes sujeitos ao posicionamento por arrastamento, pela dificuldade que se impõe em mobilizá-los. Algumas doenças provocam a diminuição do aporte sanguíneo periférico, resultando em úlceras de pressão.
Um bom estado nutricional e uma adequada hidratação tornam-se extremamente importantes na medida em que, não só ajudam na prevenção das úlceras de pressão, como também se tornam cruciais no processo de cicatrização das mesmas.
A limitação da mobilidade, que se define como a incapacidade que o indivíduo tem em se mover, é sem dúvida um dos factores que mais contribui para o desenvolvimento das úlceras de pressão. Um indivíduo que esteja limitado na mobilidade, tem mais dificuldades em aliviar as áreas de pressão a que está sujeito. Por outro lado, está mais sujeito às forças de fricção e deslizamento ao escorregar na cama ou na cadeira. Se um indivíduo tem a sensibilidade comprometida tolera pressões muito mais prolongadas com consequente desenvolvimento de úlceras de pressão.
No que respeita à humidade, resultante muitas vezes da transpiração, da incontinência fecal e/ou urinária, do exsudado das feridas e da secagem incorrecta da pele do doente, a sua presença diminui a resistência da pele conduzindo à maceração da mesma.

São várias as medidas que podemos adoptar com o intuito de prevenir as úlceras de pressão. No que respeita à pele do utente esta deve ser limpa sempre que se encontre suja e em intervalos de rotina; bem seca e hidratada com cremes apropriados; e devem ser aplicadas massagens vigorosas, várias vezes ao dia, para melhorar o fluxo sanguíneo.
O posicionamento do utente torna-se fundamental na prevenção das úlceras de pressão. Todos os utentes condicionados ao leito ou a cadeiras devem alternar decúbitos pelo menos de 2 em 2 horas ou sempre que se justifique (de acordo com a necessidade do utente).
Existem materiais que se podem utilizar para posicionar o utente, tais como colchões, que permitem redistribuir o peso corporal, e almofadas de espuma que devem ser utilizadas com o objectivo de evitar o contacto entre proeminências ósseas e entre estas e superfícies duras.
As mobilizações devem ser sempre realizadas com o auxílio de um lençol ou resguardo para prevenir que o utente seja arrastado evitando assim a fricção. Aquando das transferências torna-se importante manter o alinhamento postural, apoiar bem os pés no chão, manter a coluna direita e apoiar o corpo do utente no corpo de quem o transfere.
Sofia Soeiro
Enfermeira

REESTRUTURAÇÃO DOS CENTROS DE SAÚDE

Inicialmente, o Centro de Saúde tinha como recursos humanos: Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Saúde Ambiental, Administrativos e Auxiliares. Prestava cuidados no âmbito da Saúde Pública, da Medicina Familiar e de Enfermagem.
Actualmente tem: Médicos de Saúde Pública, Médicos de Família, Várias Especialidades Médicas, Enfermeiros, Psicólogo, Assistente Social, Dietista, Fisioterapeutas, Higienista Oral, Técnicas de Radiologia, Técnicos de Saúde Ambiental, Administrativos, Motorista, Auxiliares, Serviço de Limpeza, Seguranças, …, ou seja, o serviço tornou-se mais complexo e multiprofissional e desempenha um sem número de serviços, que vão muito para além dos cuidados assistenciais.
Esta crescente complexidade e multiprofissionalismo impuseram a necessidade de reforma do Serviço de Saúde, que é imprescindível, urgente e inadiável.
O XVII Governo Constitucional reconheceu os Cuidados de Saúde Primários como pilar central do Serviço Nacional de Saúde, entendendo-os como porta de entrada do cidadão neste serviço. Este sector desempenha funções primordiais e imprescindíveis na promoção da saúde/prevenção da doença (prevenção primária), na prestação de cuidados na doença (prevenção secundária), na minimização das sequelas e recuperação para a vida activa (prevenção terciária), ligação com outros serviços de saúde e com a comunidade (cuidados secundários, cuidados continuados, parcerias), formação profissional.
Várias tinham sido as iniciativas de reforma dos Centros de Saúde, mas sem sucesso significativo. Esta reforma mostra-se mobilizadora dos profissionais e os resultados têm sido animadores. Ela coloca o cidadão no centro do Sistema e permite maiores ganhos em saúde. Por outro lado, envolve os funcionários na elaboração dos contratos-programa e na elaboração dos estatutos das unidades funcionais a que pertencem.
Em 22 de Fevereiro foi publicada a Lei n.º 28/2008, visando a reestruturação dos Cuidados de Saúde Primários, de forma a melhorar o acesso do cidadão aos cuidados de saúde, prestados com melhor qualidade, permitindo maiores ganhos em saúde. Este diploma cria os ACES (Agrupamentos de Centros de Saúde), definidos como serviços públicos de saúde, com autonomia administrativa, formados por várias unidades funcionais, e cuja missão é garantir a prestação de cuidados de saúde primários à população abrangida pela sua área geográfica.
As unidades funcionais constituintes dos ACES são:
• USF = (Unidade de Saúde Familiar), constituídas por Médicos de Família, Enfermeiros e Administrativos. São unidades funcionais dos Centros de Saúde, com autonomia funcional e técnica, que prestam cuidados de saúde aos utentes inscritos nas listas dos Médicos de Família que as integram. As USF assinam uma carta de compromisso constituída por quatro classes de indicadores da carteira básica (acessibilidade, desempenho assistencial, qualidade percepcionada e desempenho económico).
• UCSP = (Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados) Tem estrutura idêntica às USF e presta cuidados personalizados, garantindo a acessibilidade, a continuidade e a globalidade dos cuidados de saúde. È constituída por Médicos, Enfermeiros e Administrativos não integrados em USF ou UCC.
• UCC = (Unidade de Cuidados na Comunidade). Presta cuidados de saúde e apoio psicológico e social de âmbito domiciliário e comunitário, especialmente às pessoas, famílias e grupos mais vulneráveis, em situação de maior risco ou dependência. Actua na educação para a saúde, na integração em redes de apoio à família, etc. Participa na Rede de Cuidados Continuados Integrados e compete-lhe constituir a ECCI (Equipa de Cuidados Continuados Integrados).
• USP = (Unidade de Saúde Pública) Compete-lhe, entre outras, elaborar informação e planos no âmbito da Saúde Pública, proceder à vigilância epidemiológica, gerir programas de intervenção no âmbito da prevenção, promoção e protecção da saúde, da comunidade em geral, etc.. Colabora no exercício das funções da Autoridade de Saúde Integra Médicos e Enfermeiros de Saúde Pública ou Comunitária, TSA e outros considerados necessários.
• URAP = (Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados) Presta serviços de consultoria e assistenciais às unidades funcionais. É composta por Médicos de várias especialidades, Assistentes Sociais, Psicólogos, Nutricionistas, Fisioterapeutas, Técnicas de Saúde Oral e outros não afectos totalmente a outras unidades funcionais.
Para além das Unidades Funcionais, atrás descritas, os Agrupamentos podem ter outras que se mostrem necessárias. È o caso das UAG, que são Unidades de Apoio à Gestão.
O serviço de urgência foi outra das áreas abrangidas por esta reforma, passando o Centro de Saúde Ponte de Sor a contar com um Serviço de Urgência Básico, integrado na Rede Nacional de Urgências.
A reestruturação está em curso e envolve-nos a todos. Mas era inevitável. Os Centros de Saúde não poderiam continuar dependentes de legislação que já não se adequava às condições actuais.
A mudança, pela incerteza que a caracteriza, é sempre um processo difícil e gerador de ansiedade e receios, mas é obrigação de todos analisar esta reestruturação e abraçá-la. Cumpre-nos a nós definirmos os moldes em que vamos fazê-la, porque ela acontecerá.

Fernando Rodrigues
Responsável pelo Centro de Saúde de Ponte de Sor

PROGRAMA NACIONAL DA SAÚDE ORAL - CHEQUE DENTISTA NA SAÚDE ESCOLAR

O processo de encaminhamento para tratamento e/ou prevenção em saúde oral no âmbito da saúde escolar , abrange prioritariamente crianças e jovens em faixas etárias pré definidas 7, 10 e 13 anos.
Todas as crianças e jovens encaminhados através de cheque dentista para a intervenção médico dentária deverão no final das intervenções ter todos os dentes permanentes protegidos ou tratados.
Aos 7 anos, são protegidos ou tratados os primeiros molares permanentes, aos 10 os pré – molares e aos 13 os segundos molares. As faixas etárias dos 7 e 10 anos têm direito a 2 cheques – dentista, tendo os jovens de 13 anos direito a 3 . Em concelhos onde os serviços de saúde têm higienista oral o mesmo desloca-se á escola e faz uma triagem ás crianças das faixas etárias referidas.
O Gestor local de saúde oral encaminha para a consulta de higiene oral do Centro de Saúde as crianças e jovens isentas de cárie na dentição alvo para aplicação de medidas preventivas .Para a intervenção médico dentária são encaminhados os que apresentam pelo menos uma cárie em dente permanente (cheque dentista ).

É emitida uma carta informativa para as crianças cujos dentes alvo de análise , ainda não nasceram . Estas crianças receberão o cheque dentista no ano lectivo seguinte.

Em concelhos sem higienista oral o Gestor encaminha sem triagem para a intervenção médico dentária as crianças e jovens das faixas etárias abrangidas.
Todo o processo do encaminhamento é feito em parceria com os agrupamentos de escolas.
No Centro de Saúde de Ponte de Sor decorreram entre Julho e Outubro as consultas de higiene oral referentes á população encaminhada através do referido processo. Pode-se constatar que houve uma boa adesão ao programa a nível da prevenção, cerca de 79% dos encaminhados compareceram á consulta. A população encontra-se motivada para aderir a este tipo de iniciativa, tendo cada vez mais consciência da importância dos cuidados de higiene oral.

No presente ano lectivo 2009-2010, já se encontra em curso o processo de encaminhamento para tratamento e/ou prevenção que irá abranger as crianças e jovens nascidos em 1996, 1999 e 2002. O cheque dentista do corrente ano lectivo é válido até 31-08-2010.

Conceição Chinarro

Higienista Oral

JANTAR DE NATAL DO CENTRO DE SAÚDE DE PONTE DE SOR

No dia 11 de Dezembro de 2009 realizou-se, como tem sido tradição, o jantar de Natal do Centro de Saúde de Ponte de Sor onde reinou a animação e o convívio entre colegas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL

Com os nossos melhores votos, desejamos um feliz e próspero Ano Novo. Que a celebração destas Festas seja o início de uma vida melhor!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

DIA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

A 10 de Dezembro assinala-se a Comemoração da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos nasceu no dia 10 de Dezembro de 1948. O princípio básico desta Declaração diz-nos: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.Com base neste artigo, a Declaração condena todas as formas de discriminação (sexual, racial, religiosa, social, política, linguística,…), a violência, a tortura e a escravidão.

DIA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS- 10 DE DEZEMBRO

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A SIDA

O VIH no local de trabalho é o tema em debate nas actividades que se realizam este ano, no País, no Dia Mundial da Sida, que se assinala a 1 Dezembro. O tema mundial é “Acesso Universal e Direitos Humanos”.
O Dia Mundial de Luta Contra a SIDA tem como principal objectivo promover a prevenção e conscientização sobre a epidemia de HIV. A SIDA é um problema de saúde publica prioritário que necessita de uma resposta combativa a nível local, regional e nacional, para alcançar uma solução global . Para isso o indivíduo e a sociedade devem contar com informação precisa e fundamentada cientificamente.
Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA: URL: http://www.sida.pt Descrição: Conheça neste sítio o Plano Nacional de Luta Contra a SIDA, os seus princípios básicos e o desafio que representa para a Saúde Pública portuguesa.
Abraço: URL: http://abraco.org.pt/ Descrição: Uma instituição que tem como principais objectivos a prevenção, informação e apoio pessoal e hospitalar às vitimas da SIDA.
Instituto Portugês da Juventude:
URL: http://juventude.gov.pt/portal/ipj Descrição: Página do Instituto Português da Juventude dedicada à informação e prevenção na saúde e qualidade de vida para os jovens.
A LUTA CONTRA A SIDA NO MUNDO
World Aids Day: URL: http://www.worldaidsday.org/ Descrição: O sítio oficial do World Aids Day contém o programa do projecto que, em 1999, teve como tema “ouvir, aprender e viver”, direccionado para as crianças e os jovens . National Aids Trust: URL: http://www.nat.org.uk/ Descrição: Juntamente com as Nações Unidas, a National Aids Trust é um dos organizadores do World Aids Day. Com apontadores para outros projectos desta organização. UNAIDS: URL: http://www.unaids.org/ Descrição: O objectivo da UNAIDS (programa das Nações Unidas para o combate à SIDA) é incentivar a procura de uma resposta à epidemia do vírus da SIDA. Pela Vidda:
URL: http://www.pelavidda.org.br/ Descrição: Descubra neste sítio as actividades e serviços prestados por esta Organização não Governamental de Luta Contra a Sida.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA- GRITA! GRITA MAIS ALTO!

No ano passado, o Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) somou 45 homicídios consumados. Atendeu a descendentes directos e a outros familiares. Mortas por marido, companheiro ou namorado, ex-marido, ex-companheiro ou ex-namorado eram 40 - um pico sem explicação aparente: em 2007, foram 20; em 2006, 31; em 2005, 31; em 2004, 31. Maria José Magalhães, a nova presidente da UMAR- União de Mulheres Alternativa e Resposta chama a atenção para o facto de algumas mulheres terem sido assassinadas depois de terem posto fim à relação (nove dos 25 homicidas encaixam na categoria de ex-marido, ex-companheiro ou ex-namorado). E para a idade das vítimas (seis com idades compreendidas entre 18 e 23 anos e 11 com idades compreendidas entre os 24 e os 35). Nalguns casos, havia queixa. "De algum modo, a sociedade não tem garantido a sua protecção", interpreta.

Os números reflectem a atenção que os meios de comunicação social dão - ou não - ao fenómeno, haveria de comentar, por telefone, a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais. "A violência doméstica está mais visível e é mais intensa. As mulheres estão a reagir cada vez mais à violência e quando as reacções não são apoiadas podem suscitar retaliações que podem ter consequências extremas. A solução não é não fazer frente. A solução é fazer frente, pedindo ajuda."

Marlene Matos, professora da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, está de acordo: "Nos últimos 30 anos, as mulheres redefiniram o seu papel na sociedade e nas relações. Antes, só tinham deveres. Agora, também têm direitos. Têm direito, por exemplo, a serem valorizadas, a não serem menorizadas. Toleram menos as relações abusivas".

O risco da indiferença

Atrás de Maria José Magalhães há um cartaz vermelho, rectangular: "Grita! Grita mais alto! Grita ainda mais alto para que os teus vizinhos te ouçam e possam gritar contigo. Para que todos e todas possamos gritar contra a violência sobre as mulheres e contra o homicídio conjugal."

"A mentalidade está a mudar", acredita o professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Até 2006, com alguma frequência, surgiam notícias dentro das quais cabiam vizinhos a atestar surpresa e a desculpar o agressor: "Ainda aparece um ou outro a dizer mal do agressor, mas já não é vulgar". Agora, os vizinhos falam de queixas. Num dos casos, a GNR já lá fora três vezes e noutra sete.

"Cada vez há mais pessoas a apontar o dedo", corrobora. Ainda é invulgar, porém, qualquer vizinho ou familiar denunciar um caso. Apesar de ser público, o crime tende a chegar às esquadras da PSP e aos postos da GNR pela boca das vítimas. Atoladas na ambivalência, muitas morrem sem antes pedir ajuda.

Na opinião de Maria José Magalhães, tem falhado a avaliação do risco: "É preciso levar os sinais e as ameaças a sério. Muitas vezes, as pessoas dizem: "Ela ameaçava, nunca pensei que chegasse a este ponto". Há uma atitude de benefício ao agressor. Em caso de dúvida, é preciso pecar por excesso e por defeito, dar o benefício à vítima e não ao agressor".

Marlene Matos também acha que "o risco nem sempre é realisticamente avaliado". "A própria vítima nem sempre consegue avaliar o risco", enfatiza. Tem de haver quem o faça por ela. Não é tudo: "Tem de haver uma punição associada a este comportamento. O número de condenações é muito baixo. Se calhar, quem pratica este tipo de crimes ainda não se sente punido ou vigiado".

Sopram promessas de mudança. "A Secretaria de Estado está a fazer a monitorização das situações que acontecem", adianta Elza Pais. "Quando os casos já estavam sinalizados tem de se ver o que falhou e chamar à responsabilidade".

Deposita esperança na nova lei da violência doméstica, que entrou em vigor em Setembro e carece de regulamentação. Desde logo, porque "permite à polícia deter o agressor sem ser em flagrante delito, o que evita situações dramáticas de perigo iminente". Há um alargamento do quadro jurídico.

Fonte: Público

DIA INTERNACIONAL CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

DIA MUNDIAL DA DIABETES - "Educar e Prevenir a Diabetes"

Educação e Prevenção da Diabetes foi o tema proposto pela Federação Internacional da Diabetes, para a comemoração do Dia Mundial da Diabetes, a 14 de Novembro. Esta campanha, para o período de 2009-2013, apela para a crescente necessidade de se compreender, educar e controlar a diabetes.
Como forma de se associar a esta iniciativa mundial, e porque a diabetes afecta actualmente 12,2% da população alentejana* (4,7% ainda não diagnosticada), o Centro de Saúde de Ponte de Sôr promoveu na passada 6ª feira, mais uma Sessão de Esclarecimento sobre os “Cuidados Alimentares na Diabetes”, a qual vai já na 2ª edição.
Esta sessão contou com a presença de 12 pessoas, entre diabéticos e familiares, que quiseram saber mais sobre a alimentação do diabético e sobre os 3 princípios básicos para cuidar da diabetes: alimentação saudável, actividade física regular e medicação adequada. Proporcionou-se também um momento de debate e partilha de experiências entre os participantes, para o qual contribuiu o Sr. João Biscaia, de 76 anos e diabético há mais de 50 anos.
Desmistificar alguns preconceitos sobre a alimentação do diabético e contribuir para a sensibilização da população para este problema, foram os objectivos alcançados. A alimentação saudável é fundamental para uma diabetes bem cuidada e promove, sem dúvida, uma melhor qualidade de vida! * Estudo da Prevalência da Diabetes em Portugal, 2009
Dietista Marta Carrilho